Bipartidarismo já

O Brasil tem dezenas de partidos políticos. Isso sé bom ou é mal? Este artigo analisa um pouco essa questão, trazendo, claro, a visão pessoal do autor.

O lado bom: ter muitos partidos permite a multiplicidade de ideias, trazendo a discussão do que é bom para o país sob diversos ângulos, prevalecendo sempre o ângulo da maioria.

O lado ruim. O excesso de partidos faz com que seja difícil o consenso pela via do diálogo e o que acaba acontecendo é o consenso pelas via torta da troca de favores. Com isso as ideologias são abandonadas e os partidos são mera mercadoria de troca, sempre pendendo  para o lado de quem compra.

Nas democracias, digamos mais experientes, acaba-se ficando com dois partidos mais fortes com programas ligeiramente diferentes, e que se alternam no poder. Essa alternância acaba ocorrendo naturalmente. Se o povo está insatisfeito com alguma coisa, qualquer coisa, troca-se o poder. Poucos se importam com a ideologia que está por trás. Simplesmente troca-se para tentar melhorar fazendo de maneira diferente.

Durante o regime da ditadura militar o bipartidarismo era lei. Apenas dois partidos podiam disputar eleição: A Arena, que representava a situação e o MDB, que reunia os opositores. Com o fim do regime, esses dois partidos deixaram de existir e o multipartidarismo foi adotado.

Hoje, o PT e o PSDB voltaram um pouco esse jogo do bipartidarismo.  Há conteúdo programático um pouco diferente, mas são pragmáticos no poder, com certa semelhança nas ações, garantindo o crescimento contínuo do país.

Infelizmente uns dos maiores  partidos do país,  é de longa data, e por falta de líderes de peso a nível nacional, um simples balcão de apoio político.

A grande maioria dos  partidos existem praticamente como moeda de troca, o que favorece tremendamente a corrupção.

Um dos partidos mais novos foi criado com um conteúdo programático sem grandes diferenças dos demais, cujo único objetivo é ser mais player de peso um nesse mercado.

Acredito fielmente que deveriam existir mecanismos legais de incentivar o bipartidarismo. Como? Isso é tema complexo demais. Talvez mereça outro artigo.

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