Multas de transito: Educação ou fonte de receita?

Sou um indivíduo mediano em relação a multas de transito. Quase todo mês faço minha contribuição ao governo do Distrito Federal. Minha mulher fica indignada com a minha discplicência no transito.

Afinal, Qual é o meu problema? Sou um perigo no transito. Uma coisa eu assumo. Sou distraído, mas jamais causei um só acidente em 40 anos de habilitação. Minha distração faz que, por exemplo, mesmo ao saber a existência do radar, esqueça-o ao passar no mesmo local diariamente.

Estarei eu causando transtorno ao transito, aos demais motoristas, aos motoqueiros ou aos pedestres.

Minhas distrações, até agora causaram prejuízo só a mim mesmo e ele foi financeiro e de aborrecimento.

Muitas das minhas multas foram por “excesso” de velocidade. Em local de 60 klm por hora eu passei a 70. Tive algumas também por que aproveitei o sinal amarelo e ao passar já estava vermelho.

Essas diversas multas tiveram alguma ação sobre o meu comportamento? Talvez um pouco. Passei a ficar mais atento. Mas acredito que poderia ter tido o mesmo efeito de outra forma: sem contribuir para a corrupção do sistema de multas.

A maior parte dos motoristas que efetivamente causa os acidentes não são distraídos. Eles cometem exageros de fato. Dirigem alcoolizados e em alta velocidade. E não são distraídos, por que sabem exatamente onde estão os radares e passam devagar á sua frente.

Qual é então a solução?

Não prego o fim dos radares. Eles podem educar. Mas poderiam ser educativos de outra forma. Poderia ser punitivo aos exageros e á persistência. Poderia só alertar quando os excessos fossem moderados e ocasionais. Perder a carteira por 4 ocorrências de excesso de 5 kilometros por hora é exagero. Perder a carteira por 4 exageros constantes e graves é justo.

Além disso, o trânsito não pode ser totalmente automatizado, por que não mede o estado do motorista. Neste aspecto só o policiamento ostensivo resolve. E ele é muito pequeno, no distrito federal pu em outras cidades do Brasil.

Morando a 14 anos em Brasília, não me lembro de ter sido parado uma única vez. E Brasília possui muitos locais de festas e bares aonde as pessoas bebem e depois dirigem.

Aqui está a minha contribuição: Dosagem das penalidades. Alertas sem multa. Policiamento. O transito no Brasil mata. E os culpados não são os distraídos. São os imprudentes e os irresponsáveis.

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