Entendendo o Populismo

A política populista caracteriza-se por um “modo” de exercício do poder, através de uma combinação de benefícios aos pobres, autoritarismo e dominação carismática.

Sua característica básica é o contato direto entre as massas urbanas e o líder carismático eventualmente  sem a intermediação de partidos ou corporações. Para ser eleito e governar, o líder populista procura estabelecer um vínculo emocional com o “povo”. Isso implica num sistema de políticas ou métodos para o aliciamento das classes sociais de menor poder aquisitivo, como forma de angariar votos e prestígio.


Desde suas origens, o populismo foi encarado com desconfiança pelas correntes políticas mais ideológicas, tanto da esquerda como da direita, mas principalmente na América Latina e África, redutos de pobreza, ainda é praticado em diversas escalas.

No Brasil, o populismo, Getúlio Vargas é citado como exemplo de um líder que usou práticas populistas como substituição de importações, estatização de certas atividades econômicas, imposição de restrições ao capital estrangeiro, concessão de direitos sociais e leis trabalhistas protetoras.

Os governantes tem sua culpa no surgimento do populismo. Muitas vezes esquecem de menos favorecidos, permitindo o surgimento das práticas populistas. A Europa reduziu a chance criando em regimes não populistas programas sociais fortes, com programas de welfare state (estado de bem estar) (veja artigo de Bresser Pereira). Países como a Inglaterra possuem programas sociais até mais agressivos que bolsa família do Brasil).

A atuação de Lula, como líder populista é ainda pouco explorada, mas é visível que ele faz uso de práticas com todas as características do populismo, incluindo aí o uso do marqueting político para vender a imagem de líder carismático (veja artigo)  e o uso político dos programas sociais.

É visível que o PT usa os programas sociais em seu benefício e que lula os usa para aumentar a sua popularidade com o uso de marqueting político. É visível também que em momentos decisivos usa dos antigos motivos de nacionalismo e estatizações para garantir apoio popular a sua candidatura e colegas de seu partido.

Não se fala aqui que o programa bolsa família é bom ou ruim. Já foi dito que outros países criaram fortes programas sociais sem fazer uso do populismo. O que se critica é o uso politico escancarado que o PT e Lula fazem dos programas sociais e outras artimanhas do populismo para crescer como partido e se manter no poder.

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