Entendendo a Corrupção

John Emerich Edward Dalberg-Acton (1834-1902), conhecido como  Lord Acton, foi um historiador btiânico, famoso pela frase “o poder tende a corromper e o poder absoluto corrompe absolutamente”. Ele é conhecido como Lord Acton por ter sido o primeiro Barão de Acton.


Primeiro “o poder tende a corromper” porque o detentor se acha diferente das demais cercando-se de símbolos, distinções, privilégios e imunidades que sinalizam sua hierarquia superior. Com o passar do tempo, ocorre uma transformação do indivíduo privado em uma autoridade pública que usa o poder em benefício privado. Ou seja, usa seu poder para influenciar ou “comprar” pessoas que atendem a seus interesses. É dentro desta metamorfose que ocorre a corrupção do poder político de que fala Lord Acton.
Não há outra forma. SE quiser continuar no governo no lado da lei tem mudar o estilo de governar e suas ideias sobre o papel do estado na economia e na sociedade.
A segunda parte da afirmação de Lord Acton diz que o poder absoluto corrompe totalmente quem o exerce. A isso se chama o “Totalitarismo”.  Exemplos totalitários são o nazismo alemão e o stalinismo comunista russo. Estas formas de poder político eurasiano do século XX levaram ao limite o conceito do poder político absoluto. Mesmo reis e imperadores que governaram a Europa entre os séculos XV e XIX não atingiram os limites de brutalidade, arbitrariedade e destruição do tecido social que estes sistemas totalitários.

Conclui-se que a corrupção é inerente ao poder e quanto mais poder mais corrupção. Isso nos leva à seguinte dedução: o Brasil possui muita corrupção nos dias atuais por que cada o estado tem muito poder e amplia cada vez mais a sua presença, em órgão estatais e entidades estranhas como os “fundos de pensão de estatais”.

A outra dedução é que a corrupção atual está ligada ao sistema político atual com múltiplos partidos que usam sua influência em votações em troca de cargos públicos, que lhe trazem outros tipos de poder e aumentam ainda mais a corrupção.

Considerando essas premissas como verdadeiras deduz-se que a única forma de reduzir a corrupção é reduzir a influência do estado e dos partidos políticos.

Isso passa por uma reforma política profunda, que talvez no Brasil, com seus atuais lideres seja difícil de conseguir.

A influência do estado na economia é cíclica (veja ótimo artigo do Bresser Pereira sobre isso e os atuais líderes brasileiros acham que precisam aumenta-la ainda mais. É necessário muito idelaismo para que um governante reduz o poder do estado. Por isso, como estamos numa democracia, se você quer mudar as coisas, precisa ajudar a mudar os líderes.

Esta entrada foi publicada em Corrupção, Estado, Politica e marcada com a tag . Adicione o link permanenteaos seus favoritos.

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado Campos obrigatórios são marcados *

*

Você pode usar estas tags e atributos de HTML: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <strike> <strong>